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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Respeitável público, com vocês: o Museu da Mágica!

Foto: Sara Santos


Galerinha, ontem, segunda-feira, conheci um museu super bacana. O Museu da Mágica. Tentei ir lá antes, mas nunca dava certo.
Foram meses de expectativa. Semanas. Mas finalmente o grande dia chegou.
Fui com minhas amigas Sara Santos, Ana Paula Silva e Roberta Fialho até o n. 519 da rua Silva Bueno na maior expectativa.
Chegando lá, tivemos que subir quatro andares pela escada, pois o elevador estava parado. Uma plaquinha avisava "eternamente Em Manutenção" (grifo a caneta de algum morador do prédio). Não nos fizemos de rogadas e subimos mesmo assim. Afinal, a magia nos esperava.
E quem nos recebe à porta? O próprio mágico e criador do museu, Mr. Basart. Calça jeans e camiseta, atencioso e sorridente, logo nos pede para sentarmos, porque o show iria começar. A visita é uma apresentação de ilusões e mágicas! Apenas no final, Mr. Basart nos apresenta sua coleção pelo apartamento lotado de peças raras e históricas do mundo da mágica.
Nem é preciso dizer que voltamos a ser crianças ali mesmo. Com tranquilidade, o mágico apresenta suas ilusões e nos envolve a cada momento. Tentamos descobrir como é possível os objetos aparecerem em nossas mãos quando tivemos certeza de não ter dado brecha para tal (mesmo agora, sorrio ao lembrar da visita). Explica a História de seu mundo, seus personagens principais e sua própria trajetória.
Se você for lá um dia, vai reparar que é um local simples e atulhado, mas onde objetos aparentemente comuns ganhavam vida por suas ágeis mãos.
O curioso foi que no final da visita chegou uma família que, sem explicações, foi embora sem querer esperar sua vez. Não entendemos o que aconteceu. Pena. Perderam uma incrível viagem.


Chegamos e Mr. Basart foi logo nos mostrando a primeira ilusão conhecida na História

Ana Paula aprendendo magia

...que muda de cores
Uma estrela prata...

Discos hipnóticos


Cores que somem do pião quando ele gira

Cada objeto, uma mágica
Sara e o olho que sempre olha para cima
Roberta segurando um olho

e de outros mágicos

Paredes lotadas de imagens da carreira de Mr. Basart
Cartaz de suas apresentações pelo Japão
Muita história para contar
Mr. Basart, que batalha quase que sozinho pelo museu

À esquerda está uma revista que ele mesmo publicou, direcionada aos mágicos


Uma estrelinha

cria vida em nossas mãos


Oh!


Alguém viu como ele fez isso?



Oba! Chegou minha vez de participar
eu vou conseguir sacar o que ele vai fazer


é agora
Ah!!!!

os coelhinhos de espuma ficam mudando de lugar

E apesar de toda nossa atenção
e se multiplicam!

Cordas

e mais cordas

onde estão as cordas?

Vamos dar três nós para garantir

Tenho certeza de que o bolso é mágico

Onde? Onde? Eu não vi!


Pintura mágica com os dedos

e depois do toque da varinha mágica

Voilá!

Parte do material produzido por seus alunos

Aprendendo a pegar moedas





Primeira aluna da turma
Ai que medo!
Foto: Sara Santos


Foto de turista

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Igreja do Cristo Operário: Arte, trabalho e fé

Mural Cristo Operário, têmpera, Alfredo Volpi


Olás!

Passei um tempo meio difícil ultimamente. Por isso dei uma sumida. Mas agora chegou a hora de voltar a circular por aí.
Eu estava aprontando este post já há um tempo.
É sobre a Igreja do Cristo Operário, no Ipiranga, tombada como monumento histórico. É uma capelinha maravilhosa, com pinturas murais de Alfredo Volpi, esculturas de Moussia Pinto Alves e Yolanda Mohali e paisagismo de Roberto Burle-Max. Fui visitá-la a trabalho e logo na entrada o cheiro de manacás nos recepcionou deliciosamente. É tocante ver a Sagrada Família representada em seu dia a dia, o Cristo e seu pai trabalhando enquanto Maria enfeita a casa com uma flor.
Ela abre ao público apenas nas missas de domingo, às 8h30.
A história dela é incrível: foi construída a partir da iniciativa de operários da região do Ipiranga e de um padre dominicano, frei João Batista Pereira dos Santos (1913-1985). O padre João havia estudado na França os príncipios do grupo Economia e Humanismo, fundado pelo padre francês Louis-Joseph Lebret (1897-1966). No Ipiranga, o padre João Batista soube unir a religiosidade e o trabalho em cooperativa nesta iniciativa singular.
Além da capela, frei João liderou a criação, no local, da Unilabor, cooperativa de fabricação de móveis modernos, que uniu o trabalho religioso com o dos operários e dos primeiros designers modernos em São Paulo, no começo da década de 1950, entre eles Geraldo de Barros (1923-1998).
Hoje, depois de intensa reforma e restauração, os galpões da Unilabor abrigam a Escola Dominicana de Teologia e uma incrível biblioteca com milhares de livros.
Sobre a História da capela e da Unilabor, ver os trabalhos de Mauro Claro, que pesquisou profundamente o local. É de uma postagem dele que retirei os créditos das obras de arte que fotografei.
 
A Igreja do Cristo Operárifica na rua Vergueiro, 7.290. A entrada para a Escola é pela rua São Daniel, 119. O local fica a menos de 10 minutos a pé da estação de metrô Alto do Ipiranga.




 



O paisagismo do jardim é de Roberto Burle-Marx


 



 






Interior da capela

Interior da capela

Cristo, têmpera, de Alfredo Volpi

Mural Sagrada Família, têmpera, de Alfredo Volpi

Mural Santo Antônio pregando aos peixes, têmpera, de Alfredo Volpi





Luminaria, de Elizabeth Nobiling






Mural Sagrada Família, têmpera, Alfredo Volpi



Vitral São Mateus, de Alfredo Volpi

Vitral São Marcos, de Alfredo Volpi

Vitral São João, de Alfredo Volpi

Vitral São Lucas, de Alfredo Volpi
N. Sra. com Menino Jesus, gesso patinado, de  Moussia Pinto Alves


A Virgem e o Menino, de Moussia Pinto Alves

São João Batista, gesso patinado de Moussia Pinto Alves


Luminária, cerâmica, de Elizabeth Nobiling

Pia de água benta, cerâmica,  Robert Tatin

Pia de água benta, Robert Tatin

Pia batismal,  cerâmica, de Elizabeth Nobiling. À direita: mural Espírito Santo, têmpera, de Yolanda Mohalyi

Mural Anunciação, têmpera, de Yolanda Mohalyi


Mural Árvore da Vida, têmpera, de Yolanda Mohalyi

Armários da sacristia, de Geraldo de Barros

Vitral da sacristia, de Geraldo de Barros


Segundo um relato, este crucifixo teria sido doado à Igreja do Cristo Operário por uma senhora ex-escrava que conheceu o frei João Batista. Sacristia

Mural Ceia de Emaús, têmpera, autor desconhecido. Interior da sacristia

Mural Nascimento de Cristo, têmpera, Giuliana Segre Giorgi (provável). Interior da sacristia

Interior da sacrisita

Biblioteca Padre Lebret. Antigamente, parte dos galpões da Unilabor

Biblioteca, área de estudo

A biblioteca é aberta ao público, para pesquisas




Acervo da biblioteca, com cerca de 96 mil livros





Anfiteatro

Anfiteatro






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Curtindo São Paulo como uma turista de Alexandra Rocha é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
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